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sábado, 21 de março de 2026

Oráculo de Clio

Oráculo de Clio

Coletânea

Aroldo Historiador/ Ateu Poeta/ Amadeu Nuvem

Sumário:


1
CULTURA ORGANIZACIONAL

A cultura é o que dá identidade ao homem, interfere em seu caráter, molda suas crenças e explica o mundo.

Empresa é uma organização baseada em normas, visa a dominação do mercado por meio de vendas de bens e serviços, para esse fim é necessário ajustar-se aos stakeholders, ou seja; as pessoas mais envolvidas ou interessadas na organização: clientes, acionistas, governo, funcionários, fornecedores, associações, concorrência, sindicatos, etc.

Em toda organização existem códigos informais que ratificam ou anulam os regulamentos, algumas leis são burladas, e isso pode comprometer o andamento da própria empresa.

Criou-se então a cultura organizacional que tenta ajustar as manifestações de cultura, já que é difícil modificar o núcleo de crenças e pressupostos básicos, dentro das organizações.
Os problemas importantes são:

1-NÍVEIS: a cultura organizacional existe em uma variedade de níveis diferentes, refere-se tanto às crenças e pressupostos, ao funcionar interno, quanto à forma como a organização encara os problemas do ambiente externo.

2-INFILTRAÇÃO: relacionamentos, crenças, ponto de vista sobre os produto, as estruturas, os sistemas, a meta, formas de recrutamento, socialização e recompensas.

3-IMPLÍCITO: modificar coisas implícitas do pensamento e do comportamento das pessoas.

4-IMPRESSO: raízes históricas têm grande peso na administração presente e futura das organizações.

5- POLÍTICO: conexão entre cultura organizacional e a distribuição de poder na empresa. Grupos que têm seu poder relacionado à crenças e pressupostos.

6-PLURALIDADE: diferentes sub-culturas, mais de uma cultura organizacional dentro da mesma empresa.

7-INTERDEPENDÊNCIA: a cultura está conectada a: política, estrutura, sistemas, pessoas e prioridades.

Aroldo Historiador
Trabalho de Sociologia na faculdade de Administração Empresarial em 2006. Esta foi a minha parte. Na época toda a equipe tirou 10.

2
OBRAS DE ARTE

Para se falar em arte primeiro temos que perguntar o que é arte. Responder a esta pergunta não é fácil. Lembramos que não há nenhuma definição satisfatória a respeito. Para uma análise profunda, primeiro vamos quebrar o conceito de belas-artes e artes mecênicas.

Imagine a arte como fruto natural daquilo que é vivo, por exemplo: O pensamento, que nos permite prever perigos ocultos e criar um aprimoramento dos recursos naturais para podermos viver mais e melhor.

Arte é o próprio movimento da vida, e artista não é o humano que se esconde da estética vazia ou apenas o conteudista sem técnica, por assim dizer. A arte não carece intenção cognitiva e sim vida. A arte é a história oculta de tudo o que é vivo.

As divisões de Platão em judicativas e dispositivas, de Aristóteles em Práxis e Poesis, de Plotino em artes naturais, de fabricação e humanas e de Varrão em artes liberais e servis, são ilegítimas. Por que uma arte seria mais importante que outra, se elas se completam?

Por que as artes mecânicas seriam piores ou melhores que as belas-artes quando suprem carências distintas? Por que a arte erudita seria sublime e a popular não? E por que o artista de belas-artes seria um ser diferente dos demais, se todos os seres vivos são os reais artistas?

O artista não tem poder algum, porque poder não existe. Não é divino, pois não existe divindade. A inspiração dos deuses é uma grande farsa, pois o misticismo é uma arapuca mental de controle social, desde o início das civilizações.

As religiões não criaram a arte, mas as artes criaram as religiões, ciências, o senso comum, e tudo o mais em que os seres vivos mexeram virou arte.

Voltando-se para nós humanos, a arte sempre foi uma incógnita, há inúmeras divisões sobre os tipos de arte, por exemplo: Platão divide as artes em judicativas, voltadas para o conhecimento e dispositivas, atividade sobre determinadas regras.

Para Platão, poetas, pintores e escultores desrespeitam os deuses por pregarem a paixão humana. Já a música e a dança formariam melhor o caráter das crianças e adolescentes. Via a Gramática, estratégia, Aritmética, Geometria e Astronomia como fundamentais na formação de guerreiros e também filósofos, que deveriam aprender uma arte a mais, a dialética.

Aristóteles faz a distinção entre práxis, ou artes possíveis: politica, ética, ciências e filosofia; e poiesis, ou arte-técnica: todos os outros tipos de arte que envolvam alguma técnica; como as belas-artes. Também supervaloriza a música, que purificaria a alma, para ele.

Plotino conceitua as arte naturais: medicina e agricultura. Artes de fabricação: artesanato. E artes humanas: música e retórica.

A visão de Varrão no século II, que se estende até o século XV, é de artes liberais: Gramática, retórica, lógica, Aritmética, Geometria, Astronomia e música. E de artes servis: medicina, arquitetura, agricultura, pintura, escultura, olaria e tecelagem.

No século XX se dá a reparação entre arte erudita: tecnológica. E popular: artesanal. Sendo a arte entendida como expressão da verdade e não da beleza. Tem-se outros pontos de vista sobre a arte: como de cunho social, expressiva e como trabalho ou filosófica ( quando volta-se para a natureza, o homem e a função da própria arte).

Para Nietszche, a arte era um jogo de exaltação da vida, que a estimulava em êxtase. Já Kant e Hegel defendem a ideia da arte como pedagogia, assim como Aristóteles e Platão.

Muitos defendem a arte como libertação: no teatro, Brechet e Augusto Boal; na poesia, Maikóviski, Pablo Neruda, Ferreira Gullar e José Paes; no romance, Sartre e Graciliano Ramos; no cinema, Einsestein, Chaplin e no cinema novo brasileiro; na pintura, Picasso e Portinari; na música, a música de protesto e a MPB dos anos 60 e 70, com Edu Lobo, Chico Buarque, Caetano Velozo, Gilberto Gil, Geraldo Vandré, Milton Nascimento, dentre outros.

As belas-artes serviam à religião, tendo relação íntima com o "sagrado". O artista eraum mago. O médico e o astrólogo eram artesãos. Arquitetos, pintores e escultores eram iniciados num ofício sagrado. Todos esses conheciam mistérios sobre gestos, cores, instrumentos e ervas e é como se recebessem "dons" dos deuses e para os deuses.

Hoje, com a era dos meios de comunicação, as artes se banalizam em prol do entretenimento sem conteúdo. Entretanto, a arte em si não é algo bom ou mau. As belas-artes servem ao poder desde longa data mas também servem ao povo, quando informam, por exemplo: através de uma crônica jornalística, uma visão apurada da realidade política ou por meio de uma poesia que escancara as falcatruas sociais escondidas.

Essa espécie de aura sobre os "artistas" perdura, mas temos que encará-los como pessoas comuns. Todos nós somos capazes de produzir poesia, música, cinema, pintura, escultura, fotografia, entre outras coisas, de modos diferentes. Não há nenhum "dom" port trás da arte, uma vez que dom não existe, e sim, trabalho árduo, pelo menos os artistas que produzem obras "eternas" trabalham duro.

Aroldo Historiador
Resumo crítico sobre texto "Universo das artes", de Marilena Chauí entregue como trabalho de faculdade de História em 2009.
Fonte:

3
USO DA TECNOLOGIA EM SALA DE AULA

Blogs, sites, e-mails, msns, jogos eletrônicos, clipes, filmes, jornais on-line, câmeras digitais, fóruns virtuais e sites de relacionamentos são do avanço tecnológico que tendem a se aprimorar cada vez mais e podem ser usados como mecanismo de incremento para a melhoria do ensino.

Cabe ao professor e à gestão escolar se adaptarem a essa tendência tecnológica mundial que quebra tabus e derruba preconceitos, como o uso de quadrinhos em sala de aula que de uns tempos pra cá vem sendo adotado de forma interdisciplinar, embora visto com maus olhos por alguns de pensamento mais arcaico.

Muitos têm medo da tecnologia como se ela mordesse e por isso resistem a ela, enxergando a escola como um local de duro trabalho intelectual sem diversão ou ligação com a realidade, como se no prédio-escola a educação reinasse desvinculada do mundo, mergulhando, assim, numa mentalidade arcaica, com saudades daquela escola que aplicava a palmatória, onde o estudante era obrigado a decorar, mais do que hoje em dia, milhares de informações inúteis, que outrora talvez servisse para algum concurso, quando muito e que hoje serve para o vestibular.

O vestibular em si é a maior prova de como a escola pode ser inútil em vários aspectos da vida do estudante e acaba não prestando o serviço a que se propõe, uma vez que são cobradas informações inúteis para o mercado de trabalho e mesmo para o dia a dia.

Cada vez mais surgem cursinhos como um meio de mover mais ainda essa indústria do vestibular; o grande pesadelo de muitos jovens.


Não são só as grandes reformas educacionais que melhoram a educação. Quando o professor se empenha para absorver outros conhecimentos, adaptando-se ao que está ao seu redor e recria o modo de lecionar em função dos novos aprendizados, ele torna a escola um local de conhecimento, ao invés de um mero local de informações.

Acontece que tem muito profissional que não se aprimora por falta de competência pedagógica ou simplesmente por falta de compromisso, pois nem todos que se prestam a encarar uma sala de aula estão ali por acreditar no que fazem como uma maneira de melhorar a sociedades em que estão inseridos e sim para ter um emprego; seja por falta de condições de acesso a outros cursos acadêmicos, quando estes fazem algum, pois muitos assumem o magistério sem nunca frequentar bancos universitários, ou seja; porque não conseguem empregos melhores.

Se estes não aprenderem a gostar de seu ofício estarão fadados a deixar em atraso os educandos, tantos quando passarem por suas mãos.

Apesar de agentes da educação incompetentes e inabilitados, surgem novas propostas que dão resultado visível; como experiências relatadas na “TV Escola”, nos programas “Salto para o futuro” e “Sala de professores”, que mostram experiências de educadores que melhoraram o rendimento escolar a partir da criação de blogs comunitários; no caso específico aqui, na disciplina de Inglês, em que os estudantes entravam em contato com outros blogueiros de Estados distintos, alguns deles professores, e trocavam conhecimentos.

Os blogs também são usados no Rio de Janeiro como um meio de aprender francês com ajuda do programa “Br@nchè” da “TV Escola”, pois o Brasil promove um programa anual de intercâmbio-cultural com a França, chamado de “Ano do Brasil na França” no primeiro semestre e “Ano da França no Brasil”, no segundo. No evento acontecem estudos de costumes para maior aproximação do dois países por intermédio da escola.

Para falarmos de como utilizar a tecnologia como auxiliar da educação expressa em sala de aula um texto apenas não será o suficiente, por este motivo, nos prenderemos aqui à utilização do blog como um aspecto de incremento da escola que pode muito bem virar instrumento de trabalho quando o estudante entrar para o mercado como um profissional numa área que exija, além do crescimento pessoal que causa mexer com essa tecnologia fácil, barata e de repercussão planetária.

Por que criar um blog na escola, isso é mesmo importante? No que ajuda ao estudante esse aprendizado? E no que ajuda ao professor mexer com esse tipo de tecnologia?

Para começo de conversa, a Web, como é chamado a navegação na internet, é uma das maiores revoluções a nível de apreensão de conteúdo desde a criação da biblioteca da Babilônia.

Podemos nos orgulhar de estarmos bem mais próximos de criar uma “Enciclopédia”, a obra pretensa dos iluministas, do que em qualquer outra época da História.

O sonho de juntar todo o conhecimento do mundo em um só lugar já não é mais um sonho apenas, virou realidade, ou pelo menos, uma coisa bem mais viável com os utensílios tecnológicos de hoje em dia.

Existe uma enciclopédia virtual chamada “Wikipédia”, que tem, na Web, a mesma proporção de erros e acertos de uma enciclopédia impressa, com o diferencial da constante atualização.

Criar blogs pode ser o primeiro contato do educando com a Web ou mesmo com o computador. Uma vantagem a médio prazo é que ele aprenderá a digitar, pois muitos não podem frequentar um curso de computação, ficando um pouco mais aptos para o mercado de trabalho.

Para tanto, é preciso criar uma conta no provedor, que, por sua vez, pede uma conta de e-mail. Lembremos que, com a exclusão digital, que os administradores chamam de “apartheid-digital”, muitos dos seus educandos não terão e-mails; então, ensine-os a criar!

Como criar um blog? Primeiro, procure um bom provedor em que a postagem de textos, vídeos e imagens seja fácil de mudar, mas não se preocupe que o próprio Google virou provedor de blogs e sites pequenos e gratuitos em que pode ser usado o mesmo login, ou perfil, do “Orkut”.

Basta logar-se no próprio Google e depois ir em “Mais” na barra de tarefas, em seguida vá em “Muito mais”, a seguir, dê um clique em “Blogger”.

Feito isso, haverá a opção “criar um novo blog”, que terá o link, ou endereço na Web, internet: https//:www.onomeescolhido.blogspot.com

Pronto, está criado. É só postar em “Nova postagem”, depois de escolhida a cor do blog. Mais o que é um blog mesmo?

Blog é um pequeno site pessoal que pode ser usado por você para postar fotos, textos e vídeos que poderão ser vistos por internautas no mundo inteiro, assim haja computador com internet.

Atualmente, os jornalistas dos EUA estão usando muito o blog para criar matérias que serão impressas no dia seguinte e até como jornal virtual, porque com essa última crise econômica, muitos jornais faliram e abandonaram sua versão impressa para virarem apenas on-line, pelas equipes de redação desempregadas na esperança de uma possível volta do antigo emprego.

No Brasil, muitos jornais como o “Folha de São Paulo”, “Diário do Nordeste” e “O Povo” co-existem no impresso e virtual, assim como é o caso de alguns jornais comunitários feito o “Folha do Norte” de Minas Gerais e o “Jornal Delfos-CE” de Pacoti-Ceará.

Atualmente, como o “Jornal Delfos-CE” noticiou, alguns blogs brasileiros foram premiados internacionalmente como melhores blogs da América Latina, dentre os autores se encontram uma jornalista e um publicitário.

Além de aprender a pesquisar na Web, digitar e poder interagir com blogueiros do mundo todo, o blogueiro ainda pode ser premiado se mostrar uma boa proposta e aprende a lidar com uma ferramenta de baixo custo e alta repercussão que pode ajudá-lo profissionalmente, caso venha a ser jornalista, escritor, publicitário, marqueteiro, vendedor ou professor, pois criar e alimentar blogs é uma competência que será cobrada pelo mercado de trabalho, sendo, desta forma, um modo de tornar a educação escolar um pouco mais prática e útil para a vida do educando.

O blog ainda pode ser usado para mostrar o complemento da disciplina que não deu tempo ser visto em sala de aula e para tirar dúvidas dos estudantes através de comentários na página ou recebida diretamente em seu e-mail através do perfil que você utilizou para criá-lo.

Você ainda pode mostrar links de sites e blogs que desejar direcionados diretamente através de seu blog no item “acrescentar um gadgest” e se gostarem do seu blog, ele terá seguidores. Você ainda pode anexar um contador pra ter noção de quantas vezes a página foi visitada.

Uma dica simples para tornar seu blog visivelmente mais agradável é postar uma imagem para cada texto, pois isso chama a atenção da garotada de hoje que está acostumada a ver muita imagem na “TV”.

Inovar tecnologicamente no ensino-aprendizagem vale a pena por que dá resultado a curto, médio e longo prazo, ajudando a não apenas valorizar como a criar conhecimentos que se tornarão habilidades extra-escolares, o que servirá para o melhor ingresso do estudante no mercado de trabalho, atendendo ao mesmo tempo a uma exigência dessa última LDB, Lei 9.394/96, e que não está sendo cumprida por muitos na educação, que é a valorização das habilidades extra-escolares.

Afinal de contas, a educação escolar não existe como um ato de ensinar apenas conhecimentos e valores da escola para a escola e para o vestibular e sim para criar cidadão que terão melhores chances de se manter NA VIDA REAL.

Por trás da muralha escolar existe um grande mercado cruel que exige novas habilidades, e saber lidar com tecnologia é a principal exigência na maior parte dos setores e nas atividades empregatícias que outrora não existiam.

Criar um blog em sala de aula pode ser o primeiro passo para que os educandos de hoje aprendam a caminhar por conta própria, com passos longos e firmes para a vida dentro e fora da escola e da universidade.

Aroldo Historiador
Um dos trabalhos da faculdade de História em 2010, onde tirei 10 com uma grande parabenização da professora por escrito e muitos elogios. Também tirei 10 na pós-graduação em várias disciplinas diferentes.

4
MÉTODO DELFOS

As principais técnicas para um administrador "prever" o futuro são:
1. Análise de séries temporais
2. Projeções derivadas
3. Relações causais
4. Pesquisas de opinião e atitudes
5. Método Delfos

1. Análise de séries temporais: consiste em identificar os dados que se repetiram no passado em determinado período, por meio de gráficos. Assim, faz-se projeções, por exemplo: mês em que há mais casamentos, nascimentos ou vendas de veículos.

É possível fazer projeções para 10 anos tomando por base a década passada, podendo-se afirmar qual será o gosto musical de tal país, distribuição de religiões ou composições etárias. Como muitas projeções não se confirmam, esse não é o mais indicado.

2. Projeções derivadas: consiste em identificar associações entre duas variáveis, como aumento de renda populacional e elevação na venda de alguns produtos, acidentes de trânsito e as horas do dia e regiões.

Serve para planejamento sobre policiamento nas ruas, feiras de móveis ou produtos que devem ser expostos num supermercado.

3. Relações causais: consiste em identificar regularidades de comportamento, ou o que provoca determinado acontecimento. Põe exemplo: a cada 10 clientes que adentram a loja 2 compram.

Pode o gerente de vendas, portanto, planejar 10 contatos para efetuar 2 vendas.

4. Pesquisas de opinião e atitudes: consiste em identificar tendências do presente e fazer projeções por meio de indicadores de julgamento. Têm alta probabilidade de acerto.

Como exemplo, a pesquisa eleitoral.

5. Método Delfos: Pesquisa de opinião com um grupo de especialistas num determinado assunto em que são realizadas várias rodadas. A cada nova rodada eles são informados do resultado anterior.

É usado com bastante frequência para previsões tecnológicas.

Esse método se chama Delfos em homenagem à cidade onde ficava o oráculo de Apolo, deus sol da mitologia grega, que tinha por característica prever o futuro. Por essa razão, o santuário da cidade de Delfos era o mais visitado.

Aroldo Historiador
Trabalho da faculdade de Administração em 2007

5
EFEITO DOPPLER

Um trem parado tocando sua sineta faz ondas sonoras elípticas perfeitas, mas tocando a mesma sineta em movimento as ondas se contraem e se esticam.

Esse efeito para a luz também é válido. As ondas contraídas formam o tom azul e as esticadas formam a cor vermelha. Quanto mais longe está uma estrela ou uma galáxia mais avermelhada é sua cor.

Mas, para perto não se percebe o efeito doppler. isso prova que o Universo está em expansão para aqueles que acreditam no big-bang; chamado por Carl Sagan de "mito moderno da ciência".

No big-bang toda a matéria do Cosmo estaria condensada em algo menor que a cabeça de um alfinete, até que um dia explodiu e não parou mais de crescer. Mas, nem todos os cosmólogos acreditam nessa teoria; nem no buraco de minhoca.

Não se sabe se o Universo é aberto ou fechado, finito ou infinito, ou mesmo se é Universo ou Multiverso.

Outra questão difícil para nós é a quarta dimensão, não dá para explicar isso de forma compreensível e se acrescentarmos outras dimensões fica duplamente complexa a questão para cada uma que se acrescenta. Será que essas dimensões existem mesmo? Como provar?

Aroldo Historiador
28/01/2009

6
RESENHA DO TEXTO: “COTIDIANO E VIDA PRIVADA” DE LEILA MEZAN ALGRANTI

O casamento na prática era realizado mais pela elite, existiam famílias de todos os tipos, como: filhos naturais e ilegítimos criados juntos, ou agregados, padres com concubinas e afilhadas, comerciantes solteiros com caixeiros, etc.

A MORADA COLONIAL E OS ESPAÇO DE INTIMIDADE:

Nos três primeiros séculos de colonização, as casas de vilas e cidades eram simples e pobres. Sobrados e vivendas surgem já no século XIX para a elite. A economia era agrícola. As moradas urbanas eram mais parecidas em relação às da zona rural.

Quintais, jardins, pomares, hortos, entre outros anexos eram comuns tanto a ricos quanto a pobres da cidade e do campo. Criavam-se porcos e aves em galinheiros e curais. Os anexos de muitos eram casas de farinha, moenda e depósitos de utensílios e alimentos.

A hospitalidade vira característica do Brasil colonial, entretanto, os viajantes passavam a chuva ou à noite em geral nos alpendres; local onde eram realizadas as refeições nas casas mais amplas.

OS INTERIORES DAS CASAS; EM BUSCA DE UMA INTIMIDADE:

As casas de pobres tinham apenas um ou dois cômodos, enquanto as dos mais endinheirados dispunham de mais aposentos.

As casas pobres não tinham chaminé, o chão era lamacento e tudo enegrecido de fuligem, por não haver janelas.

As casas ricas variavam muito de tamanho e forma. Os sobrados tinham dois ou mais andares. Existiam casas com duas cozinhas, uma limpa outra suja. No Brasil as cozinhas sempre foram ficando do lado externo da casa, o que mais tarde serviu para dividir espaços entre escravos e senhores.

Os ambientes domésticos e os mobiliários eram precários. Dormia-se em redes, camas eram raras. Era comum sentar-se no chão.

No séc. XIX as famílias mais abastadas de Recife, Bahia e Rio de Janeiro, graças a seus portos, tiveram cortinas melhores, lustres e armários (para substituir os baús, caixas e cabides de chifres).

SOCIABILIDADE E COSTUMES DOMÉSTICOS
FORMAS DE SOCIABILIDADE NO AMBIENTE DOMÉSTICO:

Nos primeiros séculos a forma de se socializar eram nas festas religiosas e festas de homenagem a autoridades eclesiásticas, civis ou reais. Os lares eram praticamente feitos para repouso da população.

O advento dos candeeiros foi responsável por maior interação entre membros da própria família e amigos, por ser possível serões e reuniões noturnas com jogos (xadrez, gamão, baralho) e visitas. Depois surgem óperas e teatros.

COSTUMES DOMÉSTICOS:

O abastecimento precário perdurou muitos séculos pela distância muito grande da metrópole. As índias ensinavam a socar milho, construir redes, preparar mandioca e moldar barro nos primeiros tempos.

Às mulheres cabia a maior parte dos afazeres domésticos, e eram acusadas de costumes judaicos, pois realmente eram em suma cristãs-novas. Mesmo os sacerdotes dispunham do toque feminino, disfarçando amantes como afilhadas.

A farinha de mandioca foi por muitos séculos o principal alimento dos colonos. Já no Brasil holandês, Recife e Maurícia e mesmo entre a população rural comia-se toucinho, manteiga, azeite, vinho espanhol, aguardente, peixe seco, bacalhau, trigo, carne salgada, favas, ervilhas, cevada e feijões, tudo mantido pela Holanda.

A família se reunia por volta do meio-dia à mesa e não se recebia visita nesse horário. Três refeições eram realizadas, com a ceia mais frutal. Os horários variavam. Lavavam-se as mãos antes e depois as refeições, e os pés antes de dormir. A sesta era realizada de norte a sul.

Morria-se muito por falta de médicos e remédios, testamentos eram muito comuns. As mulheres, ajudadas por curandeiros e mucamas mais experientes ministravam remédios caseiros, a contra-gosto da Inquisição. Surgiam daí os purgantes, recomendados para tudo.

TRABALHO E Relações PESSOAIS NO INTERIOR DO DOMICÍLIO:

O adultério e concubinato eram freqüentes e o nascimento de filhos ilegítimos era muito grande. Devido à falta de mulheres brancas os colonos se uniam com índias em mancebias e tinham filhos com escravas, embora casados com brancas.

Existem livros de registro ou “cadernos de assento” em que os fazendeiros anotavam tudo o que gastavam com compras, educação dos filhos, etc. os negócios eram ministrados pelo homem da casa.

TRABALHO E ATIVIDADES NO INTERIOR DO DOMICÍLIO:

No litoral nordestino produzia-se lavoura açucareira, em meados do século XVI, o preconceito com o trabalho manual nasce por que a escravidão negra se espalha por toda a Colônia.

Algumas localidades se especializavam na fabricação de tecido e exportavam para outras. O pau-brasil com urina fixava melhor a cor. A fabricação de cerâmicas é aprendida dos índios.

Fabricava-se sabão com cinzas de vegetais queimados para compor sebo e gorduras vegetais. Vassouras piaçaba não faltavam.

Só em meados do século XVIII há um gosto maior pelo conforto, para morar e receber bem os amigos, nas famílias mais ricas.

Referências bibliográficas: SOUZA, Laura de Mello e. História da vida privada no Brasil: cotidiano e vida privada na América portuguesa. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.v.1.

PLANO DE AULA:

· Assunto: A vida privada no Brasil colônia
· Objetivo: Expor a vida cotidiana do Brasil no período colonial
· Material didático utilizado: Texto.
· Modo de abordagem: Aula expositiva.
· Avaliação: uso de palavras-chave. Pedir aos estudantes que relatem sobre essas palavras em relação ao texto.

1ª palavra-chave: sobrados
2ª palavra-chave: candeeiro
3ª palavra-chave: hospitalidade
4ª palavra-chave: remédios
5ª Palavra-chave: mulheres brancas
6ª Palavra-chave: anexos
7ª Palavra-chave: monoparental
8ª Palavra-chave: fidelidade
9ª Palavra-chave: grande família
10ª Palavra-chave: cristão-novo

Aroldo Historiador
2009

TEXTO COMPLEMENTAR:


Família na colônia, um conceito elástico
A multiplicidade da organização familiar no período surpreende os que associam o patriarcalismo a uma estrutura monolítica.
por: Mary del Priore

Empregado do governo com sua família no Brasil colonial todo mundo tem família e ela é a mais velha instituição da sociedade. Mas, se formos examinar nossa história, veremos que, diferentemente de uma família ideal, congelada em padrões, tivemos, em nosso passado, famílias, no plural. E que diferentes tipos se constituíram, ao sabor de conjunturas econômicas ou culturais.

O europeu trouxe para o Novo Mundo uma maneira particular de organizar a família. Esse modelo, constituído por pai e mãe "casados perante a Igreja", correspondia aos ideais definidos pelo catolicismo. Apenas dentro desse modelo seria possível educar os filhos, movimentando uma correia de transmissão pela qual passariam, de geração em geração, os valores do Ocidente cristão.

Mas será que o europeu conseguiu impor esse tipo de família ao Novo Mundo? Para Gilberto Freyre, a família rural foi o mais importante fator de colonização. Ela era a unidade produtiva que abria espaços na mata, instalava fazendas, comprava escravos, bois e instrumentos. Agia de forma mais eficiente para o desbravamento da terra do que qualquer companhia de comércio.

Já Sérgio Buarque de Holanda observou que a família prevalecia como centro de todas as organizações. Os escravos, juntamente com parentes e empregados, dilatavam o círculo no qual o senhor de engenho era o todo-poderoso pater familias.
Para os dois autores, a soma da tradição patriarcal portuguesa com a colonização agrária e escravista resultou no chamado patriarcalismo brasileiro. Tanto no interior quanto no litoral, ele garantia a união entre parentes, a obediência dos escravos e a influência política de um grupo familiar sobre os demais.

Uma grande família impunha sua lei e ordem nos domínios que lhe pertenciam. O chefe cuidava dos negócios e tinha absoluta autoridade sobre a mulher, filhos, escravos, empregados e agregados.

Essa autoridade se estendia também a parentes, filhos ilegítimos ou os de criação, afilhados. Sua influência era enorme e se estendia, muitas vezes, aos vizinhos. Havia uma relação de dependência e solidariedade entre seus membros.

Embora se reconheça a importância desse modelo, outros tipos de família vicejavam na mesma época: famílias pequenas de solteiros e viúvos, de mães e filhos vivendo sem pais. Entre as camadas mais pobres, eram comuns as ligações consensuais, sobretudo nas áreas de passagem, urbanização acelerada ou mineração.

Importante: viver numa família na qual faltava a bênção do padre não queria dizer viver na precariedade. Tais ligações, então chamadas de concubinárias, podiam ser, e eram, muito estáveis. Havia consenso entre os companheiros.Havia divisão de papéis e partilha de tarefas. O que era precário era sua situação material.

Mas a estima, o respeito e a solidariedade eram características que se encontravam tanto num tipo de família quanto no outro. Assim como as tensões ou violências, também presentes em ambas. Mas vamos ao começo. Quando teve início a colonização, não havia mulheres europeias por aqui. Uma das soluções foi a de juntar-se às índias. Muitas delas se entregavam aos brancos, pois os índios consideravam normal a poligamia.

Os tupis, por exemplo, tinham o hábito de oferecer uma mulher a todo o estranho que fosse viver entre eles. Homens como João Ramalho adotaram muitos dos seus usos e costumes. Aprenderam a plantar milho, a fazer uso do tabaco de fumo e a dormir em redes fiadas pelas companheiras.

As crianças nascidas desses amancebamentos eram chamadas curibocas, na língua tupi. Para os brancos, eram mamelucos. É bom não esquecer alguns aspectos importantes da vida indígena. O casamento era proibido entre mãe e filho, filho e irmã, pai e filha.

Eles seguiam regras bem simples: desejando se unir, os homens se dirigiam a uma mulher e perguntavam sobre sua vontade de casar. Se a resposta fosse positiva, pedia-se permissão do pai ou parente mais próximo.

Dada a permissão, os "noivos" se consideravam "casados". Não havia cerimônias e, se ficassem fartos do convívio, consideravam a relação desfeita. Ambos podiam procurar novos parceiros. Normalmente, os índios tratavam bem suas companheiras. Protegiam-nas, andavam junto com elas dentro e fora da aldeia, e, se o inimigo aparecesse, lutavam, dando chance a elas de escapar. Quando os casais brigavam, podiam espancar-se mutuamente, sem interferência de terceiros.

O adultério feminino causava grande horror. O homem enganado podia repudiar, expulsar e mesmo matar a mulher que tivesse cometido essa falta. Quando as mulheres engravidavam na relação extraconjugal, a criança era enterrada viva e a adúltera trucidada.

Havia uma grande liberdade sexual antes do casamento. As moças podiam manter relações com rapazes índios ou europeus, sem que isso lhes provocasse desonra.Posteriormente, casavam-se sem nenhum constrangimento.

As africanas, por sua vez, vieram engrossar as "uniões à moda da terra". Os portugueses já estavam familiarizados com elas, pois, desde o século XV, eram enviadas para Portugal. Trabalhando como escravas, em serviços domésticos e artesanais, acabavam se amancebando ou casando com eles.

No Brasil, as coisas não foram diferentes. Daí as famílias de mestiços e mulatos. Da mesma maneira que as uniões de brancos com índias, ou de brancos pobres, as de brancos, mulatos e negros também não pressupunham o casamento oficial. As pessoas se escolhiam por que se gostavam, passando a morar juntas e a ter filhos.

O fato de no Brasil colonial as cidades serem distantes umas das outras fazia com que a maioria das pessoas morasse "pelos sertões ou matos". Elas, também, tinham dificuldade em cumprir os preceitos da religião. Em sua maioria viviam juntas, antes mesmo de casar. Era o chamado "despensorio de futuro", isto é, uma união tendo em mente um futuro casamento.

Para alguns homens, engravidar a companheira era importante, pois permitia avaliar se ela lhe daria muitos filhos. Como a maioria vivia na roça, os filhos ajudavam na lavoura. Mas se eventualmente não se importavam com a virgindade, os homens ligavam muito para a fidelidade da companheira.

Quando se sentiam traídos era comum ameaçar e espancar suas mulheres. Mas elas davam o troco. Abandonadas, não hesitavam em tentar envenená-los ou pediam ajuda aos irmãos e parentes para aplicar-lhes uma boa surra.Graças às grandes ondas migratórias, alguns centros urbanos ficavam com mais mulheres do que homens.

Elas cuidavam do pequeno comércio, da lavoura, da plantação e dos animais domésticos. Algumas, mais abastadas, eram fazendeiras, comerciantes de escravos e de tropas. Enfim, trabalhando em casa ou na rua, ajudavam na sobrevivência de suas famílias e eram membros destacados da economia informal que existia então.

A vida de mulheres sozinhas com filhos e dependentes se consolidava no que, hoje, chamamos de lares monoparentais. Alguns deles incluíam escravos. Outros, parentes ou "agregados". Longe de serem sinônimos de fragilidade social, tais famílias permitiam às matriarcas traçar agendas extremamente positivas: casavam filhos interferindo na escolha do cônjuge, controlavam o dinheiro com que cada membro colaborava para o domicílio, punham em funcionamento redes de solidariedade, agiam em grupo, quando tinham seus interesses contrariados.

E os escravos? A Igreja Católica não só permitia que se casassem como defendia esse direito, inclusive com pessoas livres. Os senhores mais ricos costumavam casar seus escravos no mesmo dia em que batizavam as crianças nascidas no engenho. Assim, chamava-se um padre que realizava as duas cerimônias e depois havia uma "função": festa ao som de batuques, violas e atabaques.

O trabalho na lavoura, a época de colheita ou de moagem da cana serviam para que homens e mulheres se encontrassem. De maneira geral, nas grandes fazendas, havia mais homens do que mulheres nas senzalas. A escolha da companheira muitas vezes causava disputas violentas, ameaças e até mortes.

Os escravos preferiam unir-se com companheiras da mesma origem étnica. Chama-se a esse fenômeno endogamia. Escravos de origem nagô se casavam com nagô; os de origem hauçá, com hauçá, e assim por diante. Essa escolha, ditada por afinidades culturais e religiosas, permitia ao casal organizar seu mundo com os mesmos hábitos e tradições da sua região de origem na África.

Nas cidades, as uniões entre homens e mulheres escravos, ou entre escravos, alforriados ou livres, também eram correntes. Aí também prevalecia o padrão endogâmico de casamento. A família escrava apoiava-se numa forma de solidariedade muito forte: a espiritual. Escolhendo para padrinhos ou madrinhas de seus filhos amigos ou companheiros de trabalho ou de etnia, os descendentes de africanos formavam um tipo de família em que os laços com a tradição africana eram muito importantes.

Os padrinhos e madrinhas ficavam encarregados de proteger e ajudar o afilhado até o final da vida, servindo para forjar uma rede de informações das diversas "nações", que fazia circular as notícias sobre os familiares vendidos a proprietários diferentes.

Havia sempre a possibilidade de reencontrar irmãos, pais e mães ou outros parentes. A família senhorial apresentava algumas características também encontradas no restante da sociedade. Elas podiam ser extensas - englobando familiares e agregados, parentes, filhos bastardos e concubinas. Ou podiam ser monoparentais.Essas eram em geral lideradas por viúvas que viviam com seus filhos e irmãos ou irmãs solteiras.

Em ambos os casos, eram comuns as núpcias entre parentes próximos, primos e até meio-irmãos. Graças aos casamentos endogâmicos, as famílias senhoriais ampliavam sua área de influência, aumentando também as terras, escravos e bens.

O casamento com "gente igual" era altamente recomendável e poucos eram os jovens que rompiam com essa tradição. O dia-a-dia desses grupos transcorria em meio a grande número de pessoas. As mulheres pouco saíam de suas casas, empregando seu tempo em bordados e costuras, ou no preparo de doces, bolos e frutas em conservas. Eram chamadas de "minha senhora", pelos maridos.

Concluindo, não se pode falar em "família" no Brasil colonial, e sim em "famílias", no plural. Famílias que se metamorfosearam de acordo com as conjunturas múltiplas de seu tempo. Famílias que, hoje, ainda despertam grande interesse de pesquisadores e estudiosos.

Mary del Priore é historiadora, autora de História da família no Brasil colonial (Moderna), História do amor no Brasil (Contexto) e duas vezes ganhadora do prêmio Casa Grande & Senzala.

Fonte:

TÓPICOS:

1ª palavra-chave: sobrados = surgem já no século XIX para a elite. tinham dois ou mais andares.

2ª palavra-chave: candeeiro = maior interação entre membros da própria família e amigos, por ser possível serões e reuniões noturnas com jogos (xadrez, gamão, baralho) e visitas.

3ª palavra-chave: hospitalidade = os viajantes passavam a chuva ou à noite em geral nos alpendres

4ª palavra-chave: remédios = As mulheres, ajudadas por curandeiros e mucamas mais experientes ministravam remédios caseiros, a contra-gosto da Inquisição. Surgiam daí os purgantes, recomendados para tudo.

5ª Palavra-chave: mulheres brancas = Devido à falta de mulheres brancas os colonos se uniam com índias em mancebias e tinham filhos com escravas, embora casados com brancas. Até os padres eram amancebados com índias sob o pretexto de a apadrinharem.

6ª Palavra-chave: anexos = Os anexos de muitos eram casas de farinha, moenda e depósitos de utensílios e alimentos

7ª Palavra-chave: monoparental = unir-se com companheiras da mesma origem étnica. Escravos de origem nagô se casavam com nagô; os de origem hauçá, com hauçá, e assim por diante.

8ª Palavra-chave: fidelidade = Quando se sentiam traídos era comum ameaçar e espancar suas mulheres. Mas elas davam o troco. Abandonadas, não hesitavam em tentar envenená-los ou pediam ajuda aos irmãos e parentes para aplicar-lhes uma boa surra.
Entro os índios o adultério feminino causava grande horror. O homem enganado podia repudiar, expulsar e mesmo matar a mulher que tivesse cometido essa falta. Quando as mulheres engravidavam na relação extraconjugal, a criança era enterrada viva e a adúltera trucidada.

9ª Palavra-chave: grande família = Uma grande família impunha sua lei e ordem nos domínios que lhe pertenciam. O chefe cuidava dos negócios e tinha absoluta autoridade sobre a mulher, filhos, escravos, empregados e agregados.
Essa autoridade se estendia também a parentes, filhos ilegítimos ou os de criação, afilhados. Sua influência era enorme e se estendia, muitas vezes, aos vizinhos. Havia uma relação de dependência e solidariedade entre seus membros.

10ª Palavra-chave: cristão-novo = Às mulheres cabia a maior parte dos afazeres domésticos, e eram acusadas de costumes judaicos, pois realmente eram em suma cristãs-novas.
A farinha de mandioca foi por muitos séculos o principal alimento dos colonos. Já no Brasil holandês, Recife e Maurícia e mesmo entre a população rural comia-se toucinho, manteiga, azeite, vinho espanhol, aguardente, peixe seco, bacalhau, trigo, carne salgada, favas, ervilhas, cevada e feijões, tudo mantido pela Holanda.

Aroldo Historiador
2009

7

A GUERRA DOS “BÁRBAROS” & MONTE E FEITOSA

A GUERRA DOS “BÁRBAROS”

A guerra dos bárbaros é uma confederação entre índios Jês ("Tapuias"): Baiacus, Icós, Anacés, Acriús, Jenipapos, Tremembés ("Canindés"), Quixelôs, Jaguaribaras, Arariús, Crateús, Janduins, etc,

Do final do séc XVII à segunda década do próximo, com mais de trinta anos durando essas batalhas a destruir tudo o que os invasores europeus construíam, nos Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Piauí, Parnaíba e Ceará.

Combateram tropas vinda até de São Paulo com Matias Cardos, João Amaro Maciel, Domingos Jorge Velho, Fernão Carrilho, Manuel Alves de Morais Navarro e João de Barros Braga.

Combateram os europeus que a seu lado tinham até tribos inteiras dominadas e “amansadas”, escravos e criminosos que teriam suas penas perdoadas ou amenizadas.

MONTE E FEITOSA

Duas famílias chegadas ao Ceará em conflito, uma vinda de Alagoas, os Montes, a outra advinda de Sergipe. Por volta de 1710 a 1720 se envolveram em confronto, cometiam incêndios, assassinatos de índios e vaqueiros, saques, emboscadas e confronto aberto.

José Mendes Machado, interventor do Ceará, o Tubarão, tomou o partido dos Feitosa. Formou aliança com Francisco e Lourenço Feitosa para capturar Francisco Monte, no Crato (ou Cariri Novo), e saquearam, sequestrando mulheres e negros e assassinando.

Os Monte uniram-se aos índios Inhamuns e os Feitosa aos JucásJenipapos e Cariús.

Manuel Francês, chefe da capitania interveio em 1725, quando a guerra se amenizou. 

Ao que tudo indica, os Feitosa continuaram ricos e os Monte empobreceram. Mas os perdedores de fatos foram os indígenas que nada tinha a ver com a questão.

Aroldo Historiador
2009
Fontes:

ARAÚJO, Soraya Geronazzo. Quem tem medo dos bárbaros? Revista de História da Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, a. 4, n. 46, p. 64-67, jul. 2009.

BITTENCOURT, Circe (Org.). Dicionário de datas da História do Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2012.


PIRES, Maria Idalina. Guerra dos Bárbaros – O terrível genocídio que a História oficial não conseguiu esconder. Disponível em: <https://www.editoracontexto.com.br/blog/guerra-dos-barbaros-o-terrivel-genocidio-que-a-historia-oficial-nao-conseguiu-esconder/>.

PUNTONI, Pedro. A Arte da Guerra no Brasil: tecnologia e estratégia militar na expansão da fronteira da América Portuguesa, 1550-1700. Novos Estudos, n. 53, p. 189-204, mar. 1999

SILVA, Kalina VanderleiRumo ao sertão: a guerra dos bárbaros e a expansão do Brasil. Revista Continente, a. 9, p. 39-41, jul. 2009.

VERARDI, Cláudia AlbuquerqueA Guerra dos bárbaros: índios tapuias versus colonizadores portugueses. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/>.


http://coisadecearense.com.br/os-indios-juca/
https://pib.socioambiental.org/pt/L%C3%ADnguas


Anexo: 

"Dessas vilas partiram homens que, empurrados pela Coroa portuguesa e pela elite canavieira, fizeram guerra aos povos indígenas nos interiores daquelas capitanias, terminando por conquistar o sertão e ajudar na formação de uma nova sociedade colonial. (SILVA, 2009, p. 39).

A Guerra dos Bárbaros mais se aproximou de uma série heterogênea de conflitos entre índios e luso-brasileiros do que de um movimento unificado de resistência. Resultado de diversas situações criadas ao longo da segunda metade do século XVII, com o avanço da fronteira da pecuária e a necessidade de conquistar e “limpar” as terras para a criação de gado, esta série de conflitos envolveu vários grupos e sociedades indígenas contra moradores, soldados, missionários e agentes da coroa portuguesa. (PUNTONI, 1999, p. 196).

Em 1708, o governador de Pernambuco, Manoel de Sousa Tavares, teve mais uma prova de como era terrível guerrear contra eles. Em carta ao Conselho ultramarino – Órgão do governo responsável pelas colônias portuguesas -, relatou que os tapuias, não satisfeitos em destruir fazendas e matar seus moradores, invadir igrejas e derrubar as imagens sacras, eram capazes de atos cruéis e desumanos, como fizeram com o padre Amaro Barbosa, de quem arrancaram o coração! (ARAÚJO, 2009, p. 65).

 

Essa imagem reforçou os argumentos do conquistador de impetrar uma “guerra justa” para extirpar os “maus” costumes nativos, satisfazendo tanto as necessidades de utilização de mão de obra pelos colonos quanto à garantia aos missionários do sucesso na imposição da catequese. O resultado foi a criação de dispositivos legais que legitimavam uma guerra de extermínio(PIRES, 2015, p. 3).

 

Em 1690, frei Manuel da Ressurreição, que ocupava interinamente o governo-geral do Brasil, decidiu adotar mudanças radicais na estratégia de guerra, para finalmente dar cabo dos tapuias nas capitanias do Norte. (ARAÚJO, 2009, p. 67).

 

Embora tenha tido uma longa duração, cerca de setenta anos, e tenha sido contemporânea à existência do quilombo dos Palmares, a Guerra dos Bárbaros pouco aparece na historiografia, sendo praticamente desconhecida. A omissão dessa guerra nos livros didáticos e os raros livros de estudiosos especialistas sobre o episódio revelam o desprezo dado ao tema da resistência indígena e do violento processo de conquista lusitano no sertão nordestino. (PIRES, 2015, p. 2)."

8

 

ANÁLISE CRÍTICA DO TEXTO “CANIBALISMO EM NOME DO AMOR”, DE RONALD RAMINELLI

Antropofagia, um nome latino para um ritual americano. O historiador deve ser racionofágico, ou seja: devorar a própria racionalidade para tornar-se um crítico natural.

No filme “Apocalipto”, derivação do termo Apocalipse, “revelação”, o livro bíblico onde cavalos de fogo espalham a morte pelo mundo, etc., mostra-se os Maias como um grande império dominador e feroz. E uma “profecia” é realizada por um curumim, que aquele povo temeria algo atroz. Atrocidade de sobra estampada no ínfimo das caravelas europeias do capitalismo.

Estranho, mas o índio é um bárbaro em seu próprio território, uma vez que parecemos bem mais com os europeus invasores que com os americanos natos.

Tanto que os nativos sempre foram retratados como os “selvagens”, o que justificaria para os usurpadores o massacre aos “maus” e “inferiores”.

Antropofagia é uma ideia que choca, seja por amor ou vingança, nos parece brutal e assustador. Todavia, mais vil que isso não seria a escravização e dilaceração de povos de todos os continentes sob a alegação de uma “supremacia” racial estampada por meio de simples acessórios como roupas de tecido e joias ? 

A História crítica mostra que por trás das civilizações mais avançadas existe uma corja de assassinos santificada e covarde, arraigada num intelectualismo fraudulento, que apaga os vestígios da identidade dos subjugados e ainda mascara todos os fatos sangrentos.

Será que algum dia toda essa maquiagem ruirá e teremos acesso à razão pura ou continuaremos imersos nessa supremacia da tortura chamada Cultura-dominante?

O dilema é: Como reverter a lavagem cerebral?

Aroldo Historiador
2009

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ANÁLISE CRÍTICA DO LIVRO “A CONQUISTA DA AMÉRICA, A QUESTÃO DO OUTRO” DE TZVETAN TODOROV

Não. O massacre não é um assassinato ateu, como afirma Todorov, mas sim um assassinato pelo poder, e ponto. O sacrifício é crime de igual natureza. Não importa quem aprecia ou que seja realizado para e pelo poder oficial, pois se liga ou desliga laços sociais a brutalidade dos fatos não se amenizam por isso.

Não. Não tenho que escolher entre civilização alguma, de massacres ou sacrifícios. Não pertenço a astecas nem a espanhóis. O que não dá o direito aos últimos de terem cometido tais atrocidades: de partirem ao meio pessoas que mal algum lhe causaram, assassinar crianças de colo, chicotear, escravizar, humilhar, tomar mulheres à força de seus maridos e pior ainda; exterminar povos sem razão, usurpando-lhes a cultura, as terras, e até mesmo o direito de tais povos constarem na História.

Tudo isso para quê? Para uma ascensão social, pelo ouro, pela prata e outras fontes de riquezas. Nada justifica os atos atrozes de Colombo, Hernan Cortez, Fernão de Magalhães, Vasco Nuñes de Balboa, Narvaez e tantos outros canalhas que acreditam ser “superiores” por alguma razão que só eles conhecem.

Que nome dar a pessoas que invadem terras alheias, escravizam, dizimam, estupram, impõem suas culturas dominantes sem mesmo sentir algum remorso por isso; que até apreciam os feitos e jóias de outros povos, mas não reconhecem esses povos como humanos? Talvez espanhol e europeu sejam os palavreados do futuro, quem sabe?

Aroldo Historiador
2009

10
IDADE MÉDIA EUROPÉIA

RESUMO

A Idade Média (496-1459 = queda do Império romano no Oriente e depois de Roma no Ocidente) não foi de todo “Idade das trevas”, pois houve criações de universidades e invenções como o moinho de vento. Medievalistas, como Jaques Le Goff (para quem a queda de Roma não significa o fim da Idade Média e sim a descoberta da América-1492) Regine Pearnaud e George Duby, são contra a divisão, em baixa, alta, e central.

Muitas tribos germânicas (ostrogodos, visigodos, lombardos) foram incorporadas ao exército romano no séc. IV, mas na metade do séc. V, atacados pelos hunos, invadem Roma. Eram pastores e agricultores. Sua literatura e o direito transmitida de forma oral, suas principais artes eram trabalhos com metais, entre eles o ouro. Seu principais deuses eram Thor e Freya. Em 476 o último imperador romano é deposto, surgindo vários reinos germânicos, futuros países.

A ciência estava muito atrasada, muitas pessoas não sabiam sequer sua idade, a média de vida era 21 anos, o que aumentava a religiosidade e misticismo do povo. As casas eram frias, escuras e amontoadas.

O ano começava em meses diferentes em diversos países, o que dificultava mais ainda a contagem dos anos, a ampulheta não era precisa, nem o relógio de sol, para a medição das horas, a população em suma não dominava as letras nem os números. Por isso é que o imperador Carlos Magno, analfabeto, investe na educação de seus futuros condes para que eles administrem melhor suas terras.

No ano 800 assume Carlos Magno coroado pelo papa, filho de Pepino (“o breve”) que havia doado a Itália, tirado dos lombardos em troca do apoio papal (751); neto de Carlos Martel que derrota os muçulmanos na Gália (732) e da mesma tribo do rei Clóvis, dos Francos, que se converte ao cristianismo (496). Calos vence lombardos, avaros e saxões. Cria um movimento de preservação cultural: Renascimento carolíngio. Seus netos dividiram o Império com o tratado de Verdun (843). Depois das invasões dos vikings, muçulmanos e húngaros forma-se a sociedade feudal (1000).

Havia um grande período de regime feudal em que mais tarde, a partir do séc. XIV,estoura numa revolução de lutas contra os senhorios, isso com o advento do dinheiro e do comércio melhor estruturado.

Uma das grandes marcas desse período da História é a Peste Negra que se alastrou extraordinariamente matando cerca de 1/3 da população européia.

Outra coisa notável são as cruzadas com a ordem Templária, os melhores cruzados, que guardava os bens de seus aliados e assim enricou; mas foi destruída pelo rei Luís. Criou-se várias lendas a respeito dos templários, que tinham o objetivo de expulsar os muçulmanos.

A Inglaterra nutria imensa rivalidade com a França, entre essas nações acontece a Guerra do 100 anos (1227-1423) em que os ingleses foram por fim retirados da França, não sem antes deixa-la com cerca da metade da população morta, contudo, a Peste Negra exterminou, dessa metade, mais franceses que a própria Inglaterra.

A mulher não tinha status, todavia, com exceções com Joana D’arc que luta contra os Ingleses, a rainha Eleonor da Aquitânia que casou com dois reis e outras intelectuais.

Existiu nesse meio, a Inquisição que eliminou um sem-número de pessoas ditas hereges a mando da Igreja e alianças conturbadas entre reis e papas.

Não se pode esquecer também a arquitetura gótica que gerou imensos templos religiosos onde cidades rivalizavam pela maior igreja, com suas gárgulas e seus vitrais coloridos.

Duas visões antagônicas na Igreja são Agostinho e Tomás de Aguino. O primeiro altamente severo e voltado para a filosofia de Platão a cristianizando e o outro, inspirados nos estudos de Aristóteles, tenta conciliar razão e fé, surgindo a Escolástica.

Na literatura temos a “Comédia” de Dante Alighiere a mais notável, o autor é expulso de Florença (Itália) por causa de política. Essa seria a última obra de Dante antes de sua morte com pouco mais de 60 anos, mostra nela uma profunda crise existencial e conhecimento apurado da mitologia Grega.

De lendas temos as do período aturiano, da parte do povo Celta que vai para o Reino Unido, são as lendas que rondam o guerreiro rei Artur, além de fadas, duendes, elfos, etc. Nelas são baseados os filmes e livros “Código da Vinci” de Dan Brown e “As brumas de Avalon” de Marion Zimmer Bradley. 

Aroldo Historiador
2008
11
RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Em uma das escolas públicas que trabalhei há alguns professores que se intrigaram com alguns estudantes, a maioria conta os dias para os feriados e reclama muito. 

Não havia um real comprometimento como o que eles querem demonstrar, ainda por cima a gestão se preocupa muito com a nota dos estudantes e não com o aprendizado, batiam o nível por baixo.  

A mesma escola ainda era cheia do goteiras e para ter merenda nós íamos ter que fazer um rateio; porque os professores não têm direito de comer da merenda escolar.

A verdade é que muita gente vai para sala de aula ou assume um outro cargo mesmo acima muito mais por indicação do que por vontade de realmente ser professor. Eu vejo muitos ex-piores de sala como sendo professores. 

A primeira coisa a se notar é que eles não estão fazendo algo que gostam mas visando simplesmente o dinheiro, mesmo professor não ganhando muito, mas na sociedade de hoje há uma concorrência muito grande para outros empregos e muita gente vai para a sala de aula pensando ser o mais fácil; o que acaba não sendo, por ser muito mais complexo do que simplesmente seguir o que está escrito.

A escola pública hoje tem uma obrigação de passar os estudantes de ano, isso que também é ruim e deveria ser visado o aprendizado não apenas o quanto de gente se passa ou reprova, mas o país em si quer demonstrar para fora que tem um nível de letrados maior do que realmente tem, por haver analfabetismo funcional

Por falta de uma boa base, a maioria não consegue passar do Ensino Médio; e mesmo os que fazem faculdade mais tarde têm grande dificuldade até de fazer trabalhos porque não sabem ler e compreender o que leram.

Vivemos em um tempo de uma escola pública de faz de conta e o principal problema é essa coisa de passar de ano o estudante sem saber de nada. A insubordinação cresce se o estudante nota que terá várias chances de recuperação quando só decora para o dia da prova e esquece depois. 

O próprio modelo em si de escola pública deveria ser revisado e ter um maior repasse da União também para que não existam mais escolas com tamanha precariedade.
Aroldo Historiador
Trabalho de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

12
IDENTIFICAÇÃO DE PROBLEMAS NA EDUCAÇÃO: FALTA DE RESPEITO ÀS REGRAS E INDISCIPLINA

IDENTIFICAÇÃO DO PROBLEMA: Falta de respeito às regras e indisciplina

OBJETIVO: Reverter esse problema ou diminuí-lo.

JUSTIFICATIVA: As regras são vitais tanto dentro da escola como em vários espaços da sociedade. Uma pessoa que não consegue seguir regras possivelmente será demitida muitas vezes de empregos ou simplesmente não conseguirá se adequar nunca à sociedade, lembrando que "o homem é um ser social" como dizia Aristóteles.

METODOLOGIA: Reuniões com pais, reuniões com professores, planejamento a respeito da questão e pesquisa de ações que deram certo em outras escolas.

POSSÍVEL SOLUÇÃO: A participação de todos os segmentos da comunidade escolar na elaboração das regras, sua divulgação e constante revisão. 

Aroldo Historiador
Trabalho de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

13
CIÊNCIA, METODOLOGIA E CONHECIMENTO

Ciência: No Grego Antigo, segundo Carl Sagan, no livro "O mundo assombrado pelos demônios", ciência significa conhecimento. Numa perspectiva atual podemos dizer que ciência é um meio empírico de buscar o conhecimento através de estudo sistemático e teste com constante revisão de conceitos.

Metodologia: Um estudo de métodos para se conhecer melhor alguma coisa.

Conhecimento: Absorção da ideia de alguma coisa através de contato físico, racional ou ideológico.

Conhecimento vulgar ou popular: Conhecimento sem aprofundamento passado de geração em geração sem o teste empírico e sistemático da ciência.

Conhecimento científico: Conhecimento que procura uma exatidão estatística com testes, empirismo e revisão de conceitos sempre que se fizer necessário.

Conhecimento Filosófico: Conhecimento através de máximas, onde há contestamento das ideias mas não teste físico, resume-se ao conceitual.

Conhecimento religioso: Na verdade, este é um falso conhecimento; pois baseia-se em acreditar em coisas irreais, irracionais e por este motivo a contestação de uma ideia pode resultar até em mortes e em guerras como no caso atual do Estado Islâmico, como no caso do Nazismo e das Cruzadas.

Aroldo Historiador
Trabalhos de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

14
PLANO DE CARGOS E CARREIRAS DO GOVERNO FEDERAL: GESTÃO DE PESSOAS

Trataremos aqui do Plano de Cargos e Carreiras do Poder Executivo Federal, pelo artigo “A organização de Carreiras do Poder Executivo da Administração Pública Federal Brasileira – O papel das Carreiras Transversais” de Aldino Graef e Maria da Penha Barbosa da Cruz Carmo.

PCC em questão teve como base o decreto-Lei 200, de 1967, sendo um instrumento de reorganização dos quadros de pessoal da administração pública federal. 

Em 1970 é aprovada a Lei nº 5.645, que, segundo Santos (1996) é um marco de uma nova fase tecnicista a fim de classificar e organizar os cargos civis da União e classifica os grupos por correlação e afinidade, natureza de trabalho, nível de conhecimento, categorias funcionais, e cargos.

Apesar de esse modelo ter separado as atividades de comando administrativo das técnico-administrativas, o que deu uma flexibilidade maior sobre quem ocuparia tais cargos, não separou o comando administrativo do Estado do comando político; o que causa desmotivação devido às nomeações não ocorrerem por mérito e sim por indicação.

Isso continua se reproduzindo em todos os segmentos da administração pública com os cargos de confiança em que a confiabilidade pessoal atropela totalmente a questão da competência sendo um inquestionável meio de enorme nepotismo em que a competência de quem é contratado não é levado em conta.

Foram criadas várias segmentações de funções transversais em cada órgão como médico, enfermeiro, etc, na saúde, categorias diversas dentro da engenharia, da educação, de capacitação, etc. A Lei 5.645/ 70 foi alterada pela Lei nº6.335 de 1976 e nº6.856 de 1890 (Santos-1996) com a importância de criar atividades apenas do Estado como; Procuradoria da Fazenda (1984), Auditoria do Tesouro (1985) e Polícia Federal. Dentre todos esses a PF e o Ministério Público são os de fato mais atuantesprincipalmente após esses últimos 2 governos em que a Polícia Federal ficou de fato independente, mas atualmente os setores da atual oposição tentam tirar grande parte da verba empregada para esta, o que sem sombra de dúvidas atrapalharia nas investigações atuais da tal crise política em que vive o nosso Brasil.

relatório Rouanet (1982-ainda ditadura militar) que ajudou na reforma administrativa na redemocratização (a partir de 1986) resultou na criação de concursos públicos para cargos efetivos, meritocracia, o que é mais justo do que os meros apontamentos, mas, no fim, os apontamentos e as fraudes continuam acontecendo, tanto a nível nacional quanto estadual e municipal, inclusive nas seleções também há muita corrupção envolvida que não vai acabar tão cedo. 

A partir de 1967 com o decreto 200 há um investimentos em tecnologia e isso hoje em dia deveria aumentar mais ainda, principalmente em questão de diminuir a papelada, substituindo-a pela digitalização de documentos, o que reduziria drasticamente a burocracia e com isso aumentaria consideravelmente a eficácia e a eficiência de todo o sistema político e jurídico brasileiro. 

descentralização é uma tendência ainda na administração brasileira, o que em tese deveria reduzir a burocracia, mas no nosso caso aumenta porque é uma descentralização desenfreada de modo que muitas funções se confundem e as administrações não costumam dar continuidade ao que as anteriores iniciaram, o que é mais trágico porque isso em si já tira a eficácia de qualquer sistema.

Deveria haver um plano firme de desburocratização do sistema público brasileiro, aí sim as reformas seriam mais rápidas e as coisas poderiam ser aprimoradas continuamente.

Aroldo Historiador
Trabalho de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016

15
COMO AVALIAR O PROFESSOR DO ENSINO MÉDIO DO SÉCULO XXI DE MODO SATISFATÓRIO PARA QUE HAJA UMA ELEVAÇÃO DO ENSINO NO BRASIL: QUALIDADE DE ENSINO E AVALIAÇÃO INSTITUCIONAL 

RESUMO:

O presente artigo tem por objetivo apresentar reflexões sobre a avaliação de professores como um mecanismo para a melhoria da qualidade educacional no ensino brasileiro. Para tanto, foi realizada uma pesquisa com artigos sobre a avaliação docente em apostilas com coletâneas de artigos assim como pesquisa em documentos online.

PALAVRAS CHAVE: qualidade do ensino no Brasil, avaliação do professor, ensino fundamental, gestão escolar, formação de professores, tecnologia, dependência tecnológica, criatividade, zona proximal, mediação.

ABSTRACT:

Este artículo tiene como objetivo presentar reflexiones sobre la evaluación de los maestros como un mecanismo para mejorar la calidad de la educación en la educación brasileña. Para esto, se realizó una encuesta con los artículos sobre la enseñanza de la evaluación en los folletos con las colecciones de documentos, así como la investigación en línea.

PALABRAS CLAVE: calidad de la educación en Brasil, la evaluación del profesor, escuela primaria, la gestión escolar, la formación del profesorado, la tecnología, la dependencia tecnológica, la creatividad, el sentido proximal, la mediación.

INTRODUÇÃO:

Como a gestão escolar pode interferir no ensino-aprendizagem para que o ensino fundamental melhore de qualidade no Brasil do século XXI? Um dos principais modos propostos há tempos é avaliar o professor; mas como avaliar o professor de ensino médio do século XXI de modo satisfatório para que haja uma elevação da qualidade de ensino no Brasil?

Será que o professor gosta de ser avaliado? Será que a gestão de cada escola no Brasil sabe avaliar bem? Será que avaliar o professor dá resultado? A melhoria da qualidade de ensino depende apenas do esforço docente ou seria essa uma questão bem mais ampla que envolva o Estado, a sociedade em geral e a própria família do educando?

Será que faltam políticas públicas para a melhoria do ensino no Brasil? O professor se sente motivado a melhorar? Existe incentivo? Avaliar professor constantemente pode atrapalhar o seu trabalho ou simplesmente o ajuda a melhorar? Como deve se dar essa dinâmica escolar? Até que ponto a gestão pode ou sabe mediar o processo educacional com êxito na elevação da qualidade do ensino?

O PROFESSOR GOSTA DE SER AVALIADO? AUTOAVALIAÇÃO E FEED CONTÍNUO

Algumas escolas adotaram o feed contínuo e o processo de autoavaliação, e, ao que tudo indica, vem dando resultado, quando bem aplicado, mas existem muitas outras formas de avaliar e existem escolas que simplesmente não avaliam ou deixam a avaliação por conta ou só dos estudantes ou só por conta do diretor ou somente nas mãos dos coordenadores, diferente da diretora Elaine Marini, do Colégio da Polícia Militar, na zona leste da cidade de São Paulo, que caminha constantemente pelos corredores observando sempre o que acontece em cada sala de aula, cumprindo o que diz a LBD em seu artigo 12.

Lei de Diretrizes e Bases LDB em seu artigo 12 diz que: “é do estabelecimento de ensino o dever de administrar seu pessoal e zelar pelo cumprimento do plano de trabalho de cada docente, respeitando as normas comuns e as do seu sistema de ensino”.

Segundo Camila Ploennes, “professores acreditam que ter seu trabalho examinado é fundamental, desde que a avaliação seja processual e leve em conta diversas perspectivas”.

"Todo docente é muito crítico em relação a seu próprio trabalho,porque você tem o retorno imediato do educando. Se a aula não rendeu, você vai saber na hora",Arno Aloisio Goettems, professor de geografia.

A professora de Biologia, Viviane Linguitte Gadotti, do Colégio da Polícia Militar, na zona leste da cidade de São Paulo diz o seguinte: "vou para casa, pesquiso dinâmicas diferentes, formulo atividades e gosto que os superiores conheçam meu trabalho. Isso não acontece na escola pública, onde sou avaliada mais pelo desempenho dos estudantes".

Relato da professora Suelen Girotti do Prado, docente de Geografia e Filosofia dos ensinos fundamental e médio no Colégio Horizontes Uirapuru, na zona oeste de São Paulo: "Em 2009, eu me desliguei da rede pública, em que a avaliação do profissional é abandonada""No geral a cobrança é muito mais em relação à pontualidade, por exemplo, do que pensando na melhoria da relação ensino-aprendizagem". "Trabalhei em outros colégios privados e em um deles não havia qualquer olhar de fora sobre o meu desempenho. Era só a resposta dos alunos, que elogiavam quando gostavam e reclamavam quando não gostavam".

A diretora Gabriela Lian Branco Martins, também da escola Horizontes Uirapuru, na zona oeste de São Paulo, adota a observação de aulas como fonte de subsídios para as reuniões, duas reuniões individuais por mês, com cada um dos 31 docentes.  Também usa os cursos de aperfeiçoamento feitos pelos professores e leituras realizadas por eles durante o ano, comprovadas por meio de textos analíticos como meios formais de avaliar na instituição, e garante: "Na orientação pedagógica, há verificação do planejamento, do material trabalhado, se o professor traz novas ideias, o que ele fez diante de uma prova em que o grupo foi mal. Na orientação educacional, fala-se sobre cada aluno, suas dificuldades e o que o docente está fazendo em termos de recuperação, tanto do aproveitamento quanto do comportamento",

A diretora Elenice Lobo, do Colégio Santo Américo, localizado no bairro do Morumbi, na zona sul de São Paulo, usa a linha de pensamento de feedbacks contínuos.  Em sua escola, a partir do ensino fundamental II, o processo é acompanhado por coordenadores pedagógicos e supervisores de cada disciplina. Nas séries iniciais, o trabalho de avaliar é concentrado no coordenador pedagógico: "Como a partir do ensino fundamental 2 o docente já possui licenciatura em uma área específica, existe a figura desse chefe da disciplina", explica. E continua: "Gravamos pela condução da aula em si. A gravação é discutida entre os professores de cada área depois, que opinam sobre o que foi bom e o que poderia ser melhor. Fazemos no sentido de troca de ideias". "Esse sistema nos ajuda a buscar a melhoria não só da técnica, mas essencialmente da dinâmica em sala", conclui professora de química Claudia Aires, do Colégio Santo Américo.

Sobre os vários processos avaliativos, que foram mudando ao longo dos anos, na Escola Estadual Presidente Costa e Silva, de ensino fundamental, a diretora Adriana Aguiar afirma: "Temos tudo por escrito, porque isso dá segurança ao professor e torna o sistema transparente, mas o trabalho não para no papel. Conversar é fundamental para mostrar que a crítica faz parte de um processo de colaboração consolidado e natural". Esta escola fica a 1.560 quilômetros de São Paulo fica a cidade de Gurupi, no Estado do Tocantins, e é vencedora do Prêmio Gestão Escolar 2011. "Depois de confrontar como o docente se enxergava com o desempenho dos estudantes nas avaliações internas, nós conversávamos com cada profissional para analisar juntos qual era a sua parcela de responsabilidade nos resultados, o que estava errado, o que estava fazendo certo e como poderia melhorar", explica a diretora. E conclui: "A função da avaliação não deve ser a de fiscalizar e punir, mas de contribuir para que o professor vá melhorando suas práticas conforme ganha experiência em sala de aula".

A NOTA DADA PELOS EDUCANDOS

A professora Maria da Paz Araújo Cavalcante, da Escola Estadual Presidente Costa e Silva, afirma: "Os alunos também nos avaliam e se eu não dou uma aula criativa, eles vão dizer".

O professor de Geografia Arno Aloisio Goettems, do Colégio Santo Américo, de São Paulo, afirma: "Todo docente é muito crítico em relação a seu próprio trabalho, porque você tem o retorno imediato do educando. Se a aula não rendeu, você vai saber na hora".

No Colégio da Polícia Militar, existe a figura do líder de salaeleito por cada turma que agrupa as impressões dos demais estudantes sobre os docentes e se reúne com a coordenadora pedagógica uma vez por mês. Depois, a direção e a coordenação conversam com os professores sobre essas impressões. "Essa conversa é positiva, porque agrupa os comentários dos alunos que nós não teríamos por outro meio", aponta a professora Viviane Gadotti.

Outro modelo de avaliação no mesmo colégio é um questionário anual. O estudante dá uma nota de desempenho para cada professor sobre vários critérios. No entanto, isoladamente isso é inútil porque existe obviamente uma bela oportunidade de vingança. "Se a avaliação do aluno não tem qualquer semelhança com aquela feita pela equipe da escola, descartamos", admite a diretora Elaine Marini.

"Se existe um incidente entre aluno e professor, ouvimos os dois e tentamos solucionar a situação específica. Entrar nas turmas e aplicar questionário para avaliar professor não parece razoável", opina Elenice Lobo, diretora do Santo Américo, discordando dos questionários preenchidos pelos estudantes. "Se existe um incidente entre aluno e professor, ouvimos os dois e tentamos solucionar a situação específicaEntrar nas turmas e aplicar questionário para avaliar professor não parece razoável", conclui.

O diretor Silvio Freire desistiu da apuração dos resultados no questionário anual:_ "Não tive condições de tabular todas essas informações e dar o feedback antes do fim do ano letivo. São vários itens sobre vários docentes. É preciso um sistema para fazer esse trabalho". Em vez disso, ele teve a ideia de convidar ex-alunos para conversar sobre o curso oferecido pela escola e foi surpreendido pelas análises detalhadas, como exemplifica a seguir: "Um deles me disse que determinado professor de biologia é bom ensinando zoologia, mas não é tão didático quando o assunto é genética, que em compensação é um tema muito bem explicado por outro professor nosso".

AVALIAÇÃO POR TRIANGULAÇÃO

“Diversos países têm discutido de maneira intensa o tema da avaliação docente. Para todos, ainda há uma pergunta sem resposta: como desenvolver uma medida justa do desempenho desse profissional?”. (Paulo de Camargo, integrante da redação da Revista Educação”).

"É um tema que está sendo proposto em todo o mundo. Se entendemos que o docente é um profissional, precisamos admitir que existem características que definem uma profissão, o que inclui a formação inicial, as regulamentações e também a avaliação" (Denise Vaillant, pesquisadora da Universidade do Uruguai e presidente do Comitê Científico do Observatório Internacional da Profissão Docente, com sede na Universidade de Barcelona, na Espanha.)

"A avaliação não deve ser contra o professor, mas uma maneira de contribuir para a melhoria de seu trabalho" (Tadeu da Ponteespecialista em avaliação do Instituto Primeira Escolha). Tadeu aponta que no caso de professores avaliados por alunos, há sempre o perigo da má avaliação porque os que se dão com determinado professor o avaliarão mal, enquanto os que se dão bem tenderão a avaliá-lo como bom, e, então, a questão emocional comprometerá piamente a verdade na maioria dos casos, o que resultará numa experiência de acareação de dados inverídicos.

Sobre as provas de conhecimento, em que se leva em conta a premissa de que “que o professor deve saber o que ensina e estar a par dos fundamentos teóricos que embasam sua profissão”, reflete Francisco Soares, professor do programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenador do Grupo de Avaliação e Medidas Educacionais [Game] na mesma universidade e uma das principais referências brasileiras no tema"Avaliar implica, também, discutir os critérios que caracterizam um bom professor".

Outro modo de avaliar o professor é avaliar o rendimento dos estudantes nas provas, mas seria esse por si só um método justo, sem levar em conta “fatores de influência pertencem às escolas, à estrutura, às condições de trabalho e, finalmente, às competências docentes”? “Como distinguir entre o resultado do trabalho de um professor que atua em uma escola de classe média em cidades ricas do interior daquele realizado por professores nas periferias, nas quais os contextos sociais pesam mais do que o talento ou o empenho em ensinar?”.


"A avaliação de rendimento dos alunos examina ao mesmo tempo o trabalho do governo federal, das secretarias de Educação, dos diretores e, por fim, dos professores. Há toda uma linha de responsabilidades descumpridas" (Cipriano Luckesi, doutor pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e autor de livros sobre o tema).

Segundo
 Denise Vaillant, as experiências de avaliação docentes mais bem-sucedidas fazem uma "triangulação""Em alguns países, se combinam processos de autoavaliação, com avaliação dos pares, com um portfólio de suas atividades que o próprio professor prepara para avaliadores externos".


“Segundo estudo elaborado por Denise Vaillant, muitos dos obstáculos às propostas de avaliação docente são gerados quando ganham contornos de dispositivos de controle ou quando o avaliador é um agente externo sem legitimidade para a categoria. Provocam resistência também a percepção de que o discurso político sobre o tema se choca com a realidade vivida pelos professores e quando os critérios avaliados são contraditórios em relação àqueles utilizados na contratação dos docentes. Por fim, no plano conceitual, geram reação as aferições que desconsideram o contexto vivido pelo professor ou que levam em conta apenas aspectos cognitivos.”

“De outro lado, diz a pesquisadora, as propostas que avançam no cenário contemporâneo têm características diametralmente opostas: buscam uma abordagem mais sistêmica, promovem a participação e o envolvimento dos atores implicados, respeitam o trabalho docente e têm como pano de fundo processos de melhoria do sistema educativo, com redes de apoio ao trabalho do professor. Essa perspectiva da avaliação se opõe, por exemplo, às que estão focadas unicamente na remuneração. "Ao invés de pagar pelos resultados, a avaliação pode identificar as necessidades de formação dos professores e apoiá-los", sugere a pesquisadora Margarita Zorrilla, doutora em educação e diretora do Instituto Nacional para a Avaliação de Educação, no México.

CONCLUSÃO:

Concluímos que desde que todos sejam avaliados, o professor gosta sim de ser avaliado, com um peso e uma medida, o que nem sempre é feito, e que em vez de adotar uma medida punitiva, deve-se fazer um feedback contínuo com os professores a fim de contribuir com eles na medida em que ganham experiência, não exigindo deles além do que podem dar, que é o que geralmente é feito, frustrando esses profissionais tão fundamentais na educação de um país e ao mesmo tempo tão proporcionalmente desvalorizados. Muitas vezes a visão é unilateral, então, que se abra os caleidoscópios da multilateralidade na construção de uma dialética cada vez mais intensiva para que um dia a educação brasileira ainda seja a melhor, ou pelo menos figurar de fato entre as melhores do mundo. Porque sem uma educação de nível extremamente elevado é muito provável que este país só retroceda; e não é isso o que queremos.

Fontes:

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Brasil. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. Pradime : Programa de Apoio aos Dirigentes Municipais de Educação / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Básica. – Brasília, DF : Ministério da Educação, 2006.


OSTERMAN, Fernando. CAVALCANTI, Cláudio José Holanda. Desenvolvimento da criança e do jovem: teorias científicas e práticas sobre aprendizagem.

SFORNI, Marta Sueli de Faria. Aprendizagem e desenvolvimento: o papel da mediação.

ARAÚJO, Víviam Carvalho de. ARAÚJO, Rita de Cássia B.F.. SCHEFFER, Ana Maria Moraes. Discutindo aprendizagem e desenvolvimento da criança à luz do referencial histórico-cultural.

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BRANDALISE, Mary Ângela Teixeira. Avaliação institucional da escola: conceitos, contextos e práticas.

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Aroldo Historiador
Trabalho de Pós-Graduação em Gestão Escolar no ano de 2016.

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